Leonor de Schwarzenberg
Leonor | |
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Princesa de Schwarzenberg | |
Nascimento | 20 de junho de 1682 |
Mělník, Boêmia | |
Morte | 5 de maio de 1741 (58 anos) |
Palácio Schwarzenberg, Viena, Áustria | |
Sepultado em | Igreja de São Vito, Český Krumlov, República Checa |
Nome completo | Leonor Isabel Amália Madalena |
Marido | Adão Francisco Carlos Eusébio de Schwarzenberg |
Descendência | Maria Ana de Schwarzenberg José I de Schwarzenberg |
Casa | Lobkowicz (por nascimento) Schwarzenberg (por casamento) |
Pai | Fernando Augusto de Lobkowicz |
Mãe | Maria Ana Guillermina de Baden-Baden |
Brasão |
Leonor Isabel Amália Madalena de Schwarzenberg, a Princesa Vampiro, nascida de Lobkowicz (Mělník, 20 de junho de 1682 – Viena, 5 de maio de 1741) foi uma nobre da Casa de Lobkowicz e por casamento Princesa de Schwarzenberg.
Biografia
[editar | editar código-fonte]Leonor era a filha príncipe Fernando Augusto de Lobkowicz (1655-1715), duque de Sagan, e de sua segunda esposa a Margravina Maria Ana Guillermina de Baden-Baden (1655-1701), filha do margrave Guilherme de Baden-Baden.
Em 6 de dezembro de 1701 a princesa Leonor se casou com o Hofmarschall da Áustria, príncipe herdeiro e posteriormente príncipe Adão Francisco Carlos Eusébio de Schwarzenberg. Leonor era considerada una dama culta e muitas vezes mostrava sua erudição na corte de seu marido.
Deste casamento nasceram dois filhos:
- Maria Ana (1706-1755), casada com o margrave Luís Jorge de Baden-Baden.
- José I de Schwarzenberg (1722-1782).
O marido de Leonor faleceu em 1732 após um acidente de caça nas dependências imperiais próximas a Brandýs nad Labem-Stará Boleslav, atualmente na República Checa. O imperador Carlos VI abriu fogo e o príncipe Adão se encontrava na trajetória do disparo. Posteriormente o imperador levou o filho de Leonor a sua corte em Viena e a princesa viúva recebeu uma pensão de 5000 guldens.
A princesa Leonor faleceu em 5 de maio de 1741 no Palácio Schwarzenberg em Viena. Franz von Gerstoff, o médico do imperador, teve autorização para realizar uma autópsia décadas depois e em seu diagnóstico constatou que a princesa havia morrido vítima de um câncer cervical.
Vampirismo
[editar | editar código-fonte]A princesa Leonor tem sido relacionada ao mito dos vampiros, e é dito que o poema Lenore é baseado em sua figura. Em 2007, o documentário austríaco The Vampire Princess investigou a lenda e a tese do vampirismo de Leonor.
Na reportagem de Klaus Steindl, transmitida pela rede francesa Arte, mostrou que Leonor poderia ter sido uma das fontes do moderno mito do vampirismo. No final de sua vida, gravemente doente, a princesa gastou grande fortuna para obter remédios médicos, fazendo com que rumores sobre fórmulas esotéricas prolongassem sua vida. De fato, depois de sua morte, uma grande pedra foi colocada sob seu caixão, para que ela "jamais pudesse ressuscitar dos mortos".[1]
Títulos
[editar | editar código-fonte]- 1682 – 1701: Princesa Leonor de Lobkowicz
- 1701 – 1703: Sua Alteza Sereníssima, a Princesa Herdeira de Schwarzenberg
- 1703 – 1732: Sua Alteza Sereníssima, a Princesa de Schwarzenberg
- 1732 – 1741: Sua Alteza Sereníssima, a Princesa Viúva de Schwarzenberg
Referências
- ↑ «The Vampire Princess». trakt.tv
Bibliografia
[editar | editar código-fonte]- Karl Fürst von Schwarzenberg: Geschichte des reichsständischen Hauses Schwarzenberg, Neustadt an der Aisch: Degener (1963)